MAIS UM PASSO-A-PASSO!
Desta vez uma das quantetes mostra a que veio!!! Sabrina Eras (a coordenadora de cursos da Quanta, e mais conhecida como Sabrélber, ou Sabrinéticka) publicou este material no Central de Quadrinhos, um dos fóruns mais conhecidos sobre HQs e artes gráficas em geral. Dêem uma boa olhada!!!
MARCELO CAMPOS
DIRETOR
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Escrito por
Quanta
às
16h49
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POSTURA
Este texto foi postado pelo nosso professor de Histórias em Quadrinhos – Eduardo Ferrara – na comunidade da Quanta, no Orkut. Todos achamos interessante postá-lo aqui, no nosso blog. Acho que foi uma espécie de desabafo em relação a coisas que ouvimos de pessoas que querem entrar no mercado ou de quem já está dentro, mas vive pisando na bola... De qualquer maneira, acho que serve muito, pra muitas pessoas...
MARCELO CAMPOS DIRETOR
Já está mais do que na hora do desenhista parar de agir como um nerd acéfalo que conjectura em sua mente mudar o mundo com seus desenhos. Não vai. Simplesmente porque o mundo é um oceano que tem suas próprias regras. A arte está em saber surfar nessa ondas gigantescas. A maioria das pessoas – e insira nisso, as empresas – tem uma visão de menosprezo quando se trata de desenho, e a culpa é do próprio desenhista. A idéia quixotesca do desenhista que deseja se profissionalizar, botar a prancheta debaixo do braço e sair por aí com a cabeça mergulhada num mundo de fantasia vislumbrando super-heróis em todos os lugares estimando que o mundo inteiro o respeitará pura e simplesmente pelo seu talento é infeliz e egocêntrica. Não é o espírito empreendedor que o move, mas sim sua monstruosa vaidade. Ninguém – nem eu – aceitaria negociar com alguém que não está vivendo a realidade, que o tempo todo fala somente de desenho e o que aconteceu “na página 3 da edição 45 do Zé Aranha”. Ser um profissional em qualquer área obriga que a pessoa saiba dominar seu ofício e saber vendê-lo.
As pessoas/organizações têm a visão do desenhista como imaturo por ele próprio não saber/querer se impor. A maioria dos desenhistas trabalha pelo simples prazer da coisa, e é aí que as pessoas se aproveitam, dando a falsa impressão de que estão fazendo um favor deixando o artista publicar no seu almejado mercado. Muitos desenhistas até pagariam para desenhar em determinados lugares. MAS NÃO É ASSIM QUE TEM QUE SER. Se você quer ser profissional, assuma tal postura, informe-se sobre leis, empresas, administração profissional, negociação de vendas, contratos de direitos autorais, etc. “Ah, é chato...” Claro que é, mas tudo isso é um pacote completo de vida, pois TODAS as áreas são assim, e desenho não será diferente.
Não me refiro a deixar de gostar do que faz, não, é simplesmente se fortalecer e conseguir seus objetivos mais rápido, ou, pelo menos, se manter na área, deixando de ser um mero “desenheiro” que trabalha romanticamente em nome da arte e por amendoins na praça. Se você quer isso pra você e se sente realizado, tudo bem, sem problemas, curta mesmo. Agora, se você quer outra forma em que seja respeitado pelo que ama fazer e ganhar com isso a ponto de se manter e até mais, o caminho é outro. Uma coisa é você gostar de desenhar e ter isso como hobby, como diversão pessoal... outra, é você querer ser um PROFISSIONAL e manter na sua cabeça uma “fortaleza da solidão” onde, dentro de um mundo irreal, você se aliena com medo de enfrentar o mundo e se bancar por si próprio. Por isso, se as coisas derem errado, não culpe ninguém, ou escola, ou estúdio, ou mercado, ou o que for. Você é responsável pelos seus atos e conseqüências... ah, sim, não culpe sua religião. Se não gosta dela, por que continua? É fácil culpar as coisas.
Faça uma reflexão das coisas que deram errado na sua vida, qual foi o momento crucial que desencadeou o pepino? Será que você não fez algo, por menor que seja, para provocar a situação? Mas não se julgue por isso, aprenda com o erro e torne-se mais forte, lembre-se de que ninguém nasce sabendo, aprenda a não errar mais. Amadureça, assuma suas responsabilidade e se banque. A vida é assim. Eu sei disso porque também faço minhas asneiras e até aprendo com isso. Aprendi a reconhecer o próprio valor e potencial... posso não ter a habilidade que almejo, mas estou no caminho, treinando todo dia. E sei que é barra manter essa imagem de valor e tudo mais quando se está apertado e qualquer coisa ajuda a pagar as contas... Ô, se sei. Mas o prejudicial é persistir dentro do aperto com o contentamento das migalhas; procure mudar isso querendo realmente MAIS.
Dá medo de mudar, mas é assim mesmo, apesar dos tombos. Mas, se não mudar, por favor, não culpe ninguém. E, depois que eu aprendi que desenho é muito mais do que aparentava ser, é que eu me apaixonei em definitivo por isso, pois é uma atividade que engloba tudo, e onde eu cresço como ser humano procurando me aprimorar cada vez mais, amadurecendo e, é claro... me divertindo!
Forte abraço!
EDUARDO FERRARA PROFESSOR DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS DA UNIDADE II, DESENHISTA, ILUSTRADOR E NINJA

Escrito por
Quanta
às
14h44
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SACIS NO MIS
Aí vão mais algumas imagens que vocês poderão conferir ao vivo na exposição SACI E SEUS AMIGOS, que terá abertura amanhã (dia 18 de abril), a partir das 19h, no MIS. Esta é mais uma das tentativas da QUANTA em divulgar o talento de seus alunos, ex-alunos e professores. Como muitos já sabem, estamos sempre criando estes eventos porque acreditamos que não devemos centrar “apenas” no aspecto mais óbvio de uma escola de artes – ensinar –, mas achamos que temos uma grande responsabilidade em trabalhar com o material criativo que a gente cultiva lá dentro.
O MIS fica na Av. Europa, 158 – Jd. Europa.
A gente espera a presença e o apoio de vocês por lá!
MARCELO CAMPOS DIRETOR
 Chris Borges
 Rafael Dante
 Julia Bax
Escrito por
Quanta
às
16h11
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